Reviver o Batismo no Espírito Santo-Patti Mansifield

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De forma despojada, festiva e descontraída, Patti Mansfield alegrou o início da tarde de sexta (5) do ENUR 2014, com a partilha de sua vida e da experiência junto à RCC. Toda a pregação de Patti foi traduzida pela presidente da RCC, Kátia Zavaris. Na apresentação, o testemunho de um casamento que dura 40 anos e traz como frutos quatro filhos e sete netos. “Nosso amor fica cada vez mais e mais profundo”, declara. A motivação dada aos participantes do MUR foi o exercício dos carismas e a vivência de Pentecostes: “Por causa da vinda do Espírito Santo, como um novo Pentecostes, todos nós, pessoas comuns, somos chamados a viver essa vida cotidiana, comum, junto com essa vida extraordinária”. 

A pregadora, que hoje está com 67 anos, partilhou as experiências marcantes que teve desde criança com Deus. Ela relatou as pessoas que passaram por sua vida e que marcaram, de alguma forma, o aprofundamento no conhecimento de Deus. Durante a adolescência, uma experiência de preconceito religioso levou Patti a traçar uma meta, como ela mesma disse: “Fui discriminada pela religião e por isso tracei um plano: ir para uma universidade católica, onde pudesse ter um bom relacionamento entre homens e mulheres e não entre alunos e professores”.

Patti narrou com detalhes a experiência vivida em Duquesne, nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, de 1967, momento que viveu a renovação do batismo e experimentou o derramamento do Espírito Santo.  Ela lembra a sua oração feita antes de ir para o retiro: “Parece impossível, mas Senhor, se for possível que o seu Espírito possa fazer mais em minha vida, então eu quero. Eu estava ajoelhada em minha cama: Senhor, como católica, eu já recebi seu espírito no Batismo e no Crisma, mas se é possível o seu espírito fazer mais em mim, eu quero”. 

Na casa de retiro em Duquesne, Patti relata que após ouvir a pregação sobre a história de Pentecostes, quis renovar o Crisma, colocou-se de joelhos diante de Jesus no Santíssimo Sacramento e fez a sua oração de entrega. “Pai, eu entrego a minha vida a ti. Qualquer coisa que o Senhor pedir eu aceito, mas me ensine a seguir Jesus e amar Jesus. Eu me senti prostrada diante de Jesus no Santíssimo Sacramento e me senti imersa no amor de Deus, mergulhada na misericórdia de Deus. Naquele momento, eu senti que eu queria ir pro céu. Naquela noite, eu soube que se eu podia experimentar Deus daquela maneira, Ele queria espalhar esse amor para o mundo inteiro”, afirma. Patti confessa não imaginar o que aconteceria depois daquele retiro, mas afirma ter sentido que se tratava do poderoso derramamento do Espírito Santo. 

Uma dinâmica marcou a tarde. Patti Mansfield usou uma cadeira como metáfora para falar do senhorio de Jesus e do espaço que cada um dá a Deus. “Na vida de todos nós, existe uma cadeira de comando e na vida de uma pessoa que não conhece a Deus, ela está sentada ocupando o trono e diz ‘eu sou a pessoa que domina todas as coisas. O que eu digo, o que eu decido, e tudo o mais existe para me agradar’. O chamado do evangelho é para decidir, esvaziar o trono e convidar Jesus a tomar o lugar no trono. Permitir que Jesus ocupe o trono. Ele é o mestre. O nosso papel é estar ajoelhado aos pés de Jesus, eu não sou mais o centro. E devemos dizer: “Jesus, como o Senhor quer que eu use o meu tempo, como quem o Senhor quer que eu case? Senhor, e meu dinheiro? E minha sexualidade? Jesus, eu pertenço a ti, dai-me suas orientações”. 

Foram partilhadas as leituras em Atos dos Apóstolos 3, 14-22 e, durante a oração, a palavra em Lucas 11, que motivou a oração de arrependimento, conduzida por Dom Alberto Taveira e um posterior clamor do Espírito Santo. 

Para os universitários, um direcionamento: “Não basta saber sobre Deus intelectualmente, ou conhecer Deus biologicamente. Eu percebi que a minha fome e a minha sede era de conhecer o próprio Deus. Não saber de Deus, mas conhecer a Deus”, orientou Patti ao grupo de profissionais e universitários. 

Gerlice Rosa – Comunicação MUR/Brasil