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RUAH do GOU Esucri em Criciúma

Um desafio aos estudantes do Ministério Universidades Renovadas: deixem que a videira e a mangueira se encarreguem das uvas e das mangas!

“E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra.’

Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás.” Lc 13, 6-9

12832316 484219441772737 2930243508512576305 nA liturgia do terceiro Domingo da Quaresma é para nós uma riqueza ímpar. Sabemos que nessa história, o dono da figueira é o Pai, o vinhateiro é o Filho e a figueira somos nós. A figueira sou eu, é você e cada um que não tem dado os frutos que o Pai espera. Segundo Lucas  já fazia 3 anos que a figueira estava estéril, inutilizando a terra, e, naquela época, uma figueira na Palestina deveria dar fruto 10 meses do ano. Ou seja, seu débito com o dono da figueira era grande. Contudo, aparece na história a figura do vinhateiro. Seu papel é interceder pela figueira, pedindo ao dono, pelo menos mais um ano de espera. “Vou cortar ao lado, colocar adubo e quem sabe, ela produza fruto.” Na nossa vida, é Jesus quem faz esse papel. É Ele quem não desiste de nós e que sabe do nosso potencial para gerar frutos. Potencial que muitas vezes nós desconhecemos.

Fazendo uma leitura desse Evangelho para a nossa realidade de universitários que participam do Ministério Universidades Renovadas,  pensei a figueira como o GOU. Muitas vezes não temos dado os frutos que o Pai espera de nós. Embora sejamos figueira com a vocação de gerar figos, ficamos buscando formas de gerar mangas ou uvas. O que quero dizer com isso? Que precisamos ter clara qual é a nossa vocação dentro da universidade. A nossa vocação  nasce do nosso sonho e não é outra senão a de “encher as universidades da doutrina de Jesus/At 5,28” por meio do anúncio da Palavra e do Batismo no Espírito Santo. Essa é a nossa vocação. Qualquer outra visão representa as mangas e as uvas, que são deliciosas mas não representam a nossa vocação. E o local propício para que essa graça aconteça é o GOU.

Ocorre, porém, que estando o GOU formado, nos acomodamos e aquele grupo que deveria ser essencialmente missionário torna-se um clube, correndo o risco de ficar fechado em si mesmo. Se o seu GOU está assim, ele é como uma figueira que não produz figos. Mas o que consola o nosso coração é que o Vinhateiro está ali, intercedendo e disposto a encontrar novas formas de adubar a terra.

Meus queridos, o SENHOR não desiste de nós e nem do nosso GOU. Ele acredita em nosso potencial. Ele sabe que, se somos figueiras, é porque podemos e vamos gerar figos. Sabemos que o tempo de Deus é diferente do tempo dos homens. No Evangelho, Lucas narra que o Vinhateiro pediu mais um ano ao dono da figueira para tentar os frutos tão esperados. E para nós? Será que conseguimos traçar um plano de ação, de oração e de missão para que também, dentro de um ano, nossos GOUS estejam mais frutíferos? Eu proponho a você esse desafio: “aumentar a nação universitária renovada, dilatar as fronteiras do GOU, fazer a figueira dar frutos e doar a vida sem reservas.” É um desafio grande e ousado, mas sabemos que o VINHATEIRO está conosco e foi Ele mesmo quem disse: Não temas!!!

Portanto, mãos à obra, “porque não foi você quem escolheu o SENHOR, antes porém Ele o escolheu para que vá, produza frutos e o seu fruto permaneça.” (Jo 15, 16). Mas, por favor, deixe que a videira e a mangueira se encarreguem das uvas e das mangas!

Um abraço carinhoso de uma eterna e apaixonada luquinha,

Ivna Sá

Belo Horizonte, 2 de março de 2016.