Espanol RCC Brasil Sobre o MUR Sobre os GOUs ENUCC Equipe Nacional do MUR Trote Solidário Profissionais do Reino Materiais Jornal de Partilha Online Serviços EVUCC Chat Mural E-mail @pur Listas de Discussão Links English Deutsch Francaise

O que é núcleo de grupo de oração?  

Todo grupo de oração carismático tem sua coesão e boa ordem asseguradas por um núcleo pequeno grupo de pessoas que assume o grupo todo em suas orações sacrifícios e ministério. As pessoas que o integram devem assumi-lo como um chamado especial do Espírito para o serviço do grupo. Devem orar abrindo-se as palavras de ciências e de sabedoria com que o Senhor lhes indicará as necessidades do grupo e como atendê-las.    

Quem deve pertencer ao núcleo de um grupo de oração?

  • Pessoas que tenham experimentado a graça de Deus e desejam transmiti-la aos outros;
  • Pessoas que já tenham tempo de caminhada;
  • Pessoas que assumem sua responsabilidade como núcleo;
  • Pessoas que são submissas a Deus e aos irmãos;
  • Pessoas que tem uma vida de oração;
  • Pessoas que tem uma vivência de sacramentos;
  • Pessoas que sabem usar os dons carismáticos.
  • Quem NÃO deve pertencer ao núcleo de um grupo de oração?
  • Pessoas com pouco tempo de caminhada;
  • Pessoas que não são fieis aos compromissos normais da igreja;
  • Pessoas que não assumem sua responsabilidade como núcleo;
  • Pessoas que tenham sérios problemas emocionais;
  • Pessoas que causam problemas de relacionamentos;
  • Pessoas que usam os dons carismáticos irresponsavelmente!
  •  

    Os membros do núcleo?
     
    Devem contribuir em tudo com o coordenador,  sendo responsáveis e fieis ao trabalho que o próprio Deus lhes confiou. É de grande importância que os membros do núcleo sejam submissos e saibam ouvir o coordenador que recebeu de Deus uma graça especial para coordenar. Além da responsabilidade e fidelidade, é indispensável estar sempre disponível para assumir tarefas.
     
     
    O coordenador
     
     
    É  uma pessoa escolhida pelo Senhor segundo a sua vontade. Não deverá necessariamente ser a pessoa de maior experiência em dinâmica de grupo nem que tenha dons extraordinários.  A coordenação de uma reunião de oração não é um privilégio,  mas uma responsabilidade. É um serviço e  uma missão. É um carisma do Senhor que exige a correspondência pessoal e um compromisso de entrega total aos irmãos.
     
     
    É papel do coordenador distribuir tarefas aos membros do núcleo permitindo assim o crescimento dos mesmos.  O coordenador, ao aceitar a responsabilidade que Deus lhe confiou, deve funcionar realmente como aquele que descobre e transmite a comunidade a vontade divina.
     

     Qualidades de um coordenador  

    Dada a delicadeza desse ministério, o coordenador deve reunir certas qualidades que por outro lado são também dons de Deus. Nos Atos dos Apóstolos bem como nas cartas Paulinas,  encontramos a descrição detalhada dessas características. Assim, por exemplo, quando os apóstolos pediram a comunidade que escolhesse sete colaboradores para a obra do Senhor, recomendaram: Irmãos, escolheis dentre vos sete homens de boa reputação Cheios do Espírito Santo e da sabedoria... Escolheram Estevão homem cheio de fé e do Espírito Santo.

     

     

     

     

     
    • "CHEIO DE FÉ E DO ESPÍRITO SANTO":
    O coordenador deve ser obviamente um homem de fé. Uma fé tão palpável e contagiosa que possa ser facilmente descoberta pela comunidade como a desses sete homens cuja fé era tão manifesta que a comunidade primitiva pode detectar com toda a clareza e facilidade.  Todo mundo deve reconhecer a evidencia da fé do coordenador,  isto é,  a sua entrega a Cristo e sua dependência d'Ele.  Sua capacidade de serviço e sua coragem para tomar a iniciativa de agir e resolver problemas com um ato de fé. Deve ser também um homem cheio do Espírito Santo. Dócil nas suas emoções, atento às suas indicações e fiel as suas determinações. Que nunca decide por si mesmo Sendo um instrumento apenas do poder de Deus.
    Naturalmente não existe o coordenador perfeito. Ninguém pode nem deve ter todos os dons e carismas do Espírito Santo. Deve, porém, manifestar todos os frutos da presença do Espírito. ( Gl 5,22-23 )
    • "O HOMEM DE BOA REPUTAÇÃO":
    É portanto conveniente que o coordenador de uma equipe seja reconhecido como tendo uma vida totalmente doada a Deus e um comportamento correto. São Paulo recomendava a Timóteo que os responsáveis pelas comunidades fossem homens de boa fama aos olhos dos de fora, para não cair em descrédito (1 Tm 3,6-7). Se é preciso ser reconhecido pêlos de fora, com muito maior razão ha de ser pêlos de dentro. É necessário portanto que haja certa prova de vida católica-cristã.
    • "O HOMEM DE ORAÇÃO":
    Uma das qualidades imprescindíveis do coordenador deve ser sua profunda e contínua vida de oração pessoal. O relacionamento em forma de oração pessoal traz ao coração do coordenador a sabedoria da vida cristã no Espírito. O coordenador precisa habituar-se a oração pessoal diária. Precisa encontrar tempo para orar. Tempo nobre. Tempo útil. Nunca o resto do tempo. O coordenador precisa orar cada vez de forma mais rica e profunda, enriquecedora  e  transformante. Não pode cansar-se de aperfeiçoar sua oração pessoal diária, seu modo de se relacionar com Deus.  Se o coordenador não for pessoa aperfeiçoada à oração pessoal diária, por certo não levará os participantes do seu grupo a serem pessoas de relacionamento diario com Deus, pela oração.
    • "CHEIO DE SABEDORIA E CONHECEDOR DAS ESCRITURAS":
    Sabedoria aqui, não significa ter muito estudo, ter feito faculdade, ter muitos conhecimentos humanos, cientificos e culturais. Mas significa ter uma visão clara do plano de Deus e realizá-lo. A sabedoria do coordenador exprime-se, antes de tudo, por uma vida pessoal vivida segundo o Espírito. A própria sabedoria de Deus se revela e comunica-se pela sua palavra. Bebe-se, pois, a sabedoria divina, bebendo dos ensinamentos, mandamentos, conselhos, orientações e testemunhos apresentados por Deus nas Sagradas Escrituras. O coordenador precisa conhecer a palavra em sua profundidade, e alimentar-se dela diariamente.
    OBS: CRIATIVIDADE DO COORDENADOR:
    Criatividade é a capacidade interior de criar, descobrir e inventar formas, meios, modos e instrumentos para fazer acontecer no coração dos participantes do grupo todas aquelas graças e bençãos que o coordenador deseja fazer acontecer. Criatividade é aquela capacidade, esperteza, jeito, estratégia, vivacidade  de encontrar o melhor meio para fazer as graças e bençãos chegarem aos corações dos irmãos do grupo.
     
     
    O coordenador precisa cultivar sua capacidade criativa. Pode enriquecê-la de diversos modos:
    1. Pedindo-a ao Espírito Santo
    2. Observando e aprendendo de outros coordenadores criativos
    3. Buscando e estudando novas dinâmicas, exercícios e estratégias em livros apropriados, escritos para a funçao de coordenadores.
     
     
     
    A criatividade do coordenador é necessária, em primeiro lugar, nas reuniões de oração. É nelas que atua semanalmente. Portanto, a reunião de oração é o momento mais propício para o coordenador cumprir sua missão, fazendo a graça acontecer.
    Qual a tarefa principal do núcleo
     
     
    O núcleo deve motivar o grupo a uma oração centralizada no Senhor Jesus sob o poder do Espirito Santo. O núcleo deve ser unido e ter a confiança de todo o grupo. Deve orientar a oração usado o dom do discercimento e da escuta. O coordenador dirige o grupo apoiado nos membros do núcleo que o ajudam a discernir e a corrigir os desvios. Para tanto, é preciso que os membros do núcleo sejam unidos e tenham ótima compreensão mútua. A vida de oração de cada membro do núcleo é extremamente importante, assim como a frequencia aos sacramentos. Em suas orações diárias os membros do núcleo devem rezar uns pelos outros, interceder pelo grupo de oração e pedir os dons necessários para dirigir bem o grupo de oração. O núcleo não é um status e sim um serviço ao grupo e deve estar atento a tudo o que se passa na assembléia, durante a reunião de oração, para tomar as providências necessárias.
     
     
    COMO O NÚCLEO DEVE PREPARAR-SE PARA O GRUPO DE ORAÇÃO
    O núcleo deve preparar-se pela oração pessoal, leitura da sagrada escritura, jejum, penitência e eucaristia. A oração diária é muito importante. Nesta oração procurar mais ouvir a Deus e falar-lhe menos. É o tempo que lhe damos para que trabalhe em nós, afine nossos ouvidos para reconhecermos sua voz, a nossa vontade para obedecê-lo e o nosso coração para amá-lo. Todos devem ser incentivados a orar pelo grupo especialmente no dia da reunião.
    • ORAÇÃO PESSOAL
    A oração pessoal nos torna mais fraternos. Passamos a viver cada vez menos em nós e cada vez mais nos outros e para os outros. O Espírito nos é dado para que, pouco a pouco, entremos na comunidade cristã. A verdadeira oração leva-me a despojar cada vez mais de mim mesmo. O meu eu e o que pensam de mim, o que dizem  que fazem as pessoas fechar-se em si mesma, mas que buscamos satisfazer, perdem o seu valor. Já estou despojado disto... Não a minha vontade... meu coração passa a ficar tranquilo sem concupiscência... Tua vontade, pai, e não a minha. Chega-se, então, na vida de cada dia, a ver Deus pumanentemente presente em si, a perceber que é habitado por Deus e a procurar em tudo a sua vontade. (Lc 22,42)
    • LEITURA DA SAGRADA ESCRITURA
    A escritura é a maneira do Senhor falar. Indo até Ele dia a dia, de semana em semana, obteremos uma profunda compreensão espiritual. Entenderemos a palavra sob o poder do  Espírito Santo.  Jesus disse que nos ensinaria por isso vamos a Ele com um versículo e dizemos:  Senhor, não entendo isto. Parece bom mas não entendo. Ensina-me. Não precisamos nos censurar por não nos lembrarmos do capítulo e versículo. O importante é a compreensão simples da palavra do Espírito. Quase todos podemos dizer: Existe uma passagem da escritura que mudou minha vida Um só versículo da escritura sagrada nos fornece conhecimento, convicção, direção,  alimento, segurança, ponto de apoio (Lc 5,5), consolação, esperança, repreensão, correção e formação. Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar para convencer, para corrigir, para formar na justiça. (2 Tm 3,16)
    • O JEJUM
    O jejum é expressão de fé, lembrando-nos que a vida não é só nossa existência material. Na história das religiões, até mesmo nas religiões pagãas, o jejum desempenha um papel significativo. Pelo jejum, negamos a nós mesmos e dizemos ao Senhor: Por minhas ações demonstro que  sois supremo. Por minhas ações dou-vos graças por tudo que fizestes por mim.
    Ao nos privarmos de alguns confortos materiais, nossos Espíritos tornam-se mais sensíveis a sua voz e ficam fortalecidos espiritualmente. Voltei-me para Deus, meu Senhor, para suplicar-lhe com orações e rogos, com jejuns, em saco e cinza. ( Dn 9,3 )
    •  PENITÊNCIA
    A palavra penitência tem um grande significado. Temos a virtude da penitência, a virtude sobrenatural que nos leva a detestar os nossos pecados, por um motivo que a fé nos dá a conhecer e ao propósito consequente de não ofender mais a Deus e de desagrada-lo por isso. Neste sentido, o termo penitência é sinônimo de arrependimento. Antes de Cristo, a virtude da penitência era o único meio pelo qual os homens podiam alcançar o perdão dos pecados. A penitência nos leva a renunciar as nossas vontades deixando-nos mais abertos para o Senhor agir em nossa vida (Mt 16,24).
    • EUCARISTIA
    A eucaristia é a festa comunitária por excelência! A grande celebração, pois nos faz reviver o misterio de Jesus que dá sua vida por nós. É o lugar da ação de graças de toda a comunidade Cristã. É por isso que, depois da consagração, o sacerdote diz: Concedei que alimentando-nos com o corpo e o sangue do vosso filho sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos no Cristo um só corpo e um só Espírito. Mas é tambem um momento intimo em que cada um de nós é transformado pelo encontro pessoal com Jesus: Quem come o meu corpo e bebe meu sangue, permanece em mim e eu nele. (Jo 6,56)
     
    Como deve ser a reunião do núcleo
    1. Oração,
    2. programação da próxima reunião,
    3. avaliação da reunião passada,
    4. programação de partilhas (fora da reunião do núcleo)
    Após a partilha, o coordenador junto com os membros do núcleo distribuem as tarefas entre si e decidem quem vai fazer a pregação, coordenar a próxima reunião de grupo de oração, animar e outras funções.
    A reunião de núcleo deve ser direcionada à reunião do grupo de oração. Todos os participantes precisam estar cheios da graça de Deus, pois o núcleo tem a tarefa de escutar a vontade do Senhor para a reunião do grupo de oração. Se a escuta não acontece o núcleo acaba caindo na improvisação.
     
    Caminha mal o nucleo que dirige as reuniões de oração impulsionado por sentimentos, opiniões, necessidades de última hora. O núcleo não deve afirmar irresponsavelmente: " Na hora, o espirito santo inspira... "  Por detrás desta afirmação esconde-se a tentação da preguiça espiritual que impede a realização de um trabalho sério e profundo. Esconde-se a tentação do iluminismo, que espera sempre a ação imediata e constante do Espirito Santo.
     
    Deve ser feita uma avaliação da reunião passada para que haja um crescimento dos membros do núcleo. Cada um deve se auto-avaliar de acordo com as observações que forem feitas pelos mesmos.
     
    É de grande importância que o núcleo promova encontros de partilha que é mais que um trabalho em equipe. Implica uma certa revelação de si mesmo. Nao se trata de uma transparencia total em que se revela tudo, até o segredo do nosso ser. Tem-se sempre um segredo que é só para Deus, ou só para os amigos mais íntimos,  ou para o sacerdote. Os esposos tem entre si seus segredos que são para revelar aos filhos nem aos outros membros da familia. Nos encontros de partilha trata-se de dizer o que se vive pessoalmente no dia a dia, mas a linha que separa o segredo pessoal do que se é para dizer aos irmãos é  muito fina. É por isso que certas pessoas não conseguem partilhar ou elas se revelam totalmente, confessando-se mais ou menos comunitariamente e por isso se acomodam  ou se fecham, incapazes de falar, com medo de se revelarem.
     
    É bom entregar um pouco de sua pessoa aos outros para se dar a conhecer em suas intenções profundas e em suas dificuldades. E conhecendo-se assim, com suas dificuldades e suas fraquezas, que podemos, verdadeiramente, ajudar-nos mutuamente, encorajar-nos a uma fidelidade maior. Se se procura unicamente mostrar sua força, suas qualidades, seus sucessos, suscita-se admiração mais do que amor e mantem-se os outros a distância. Partilhar as fraquezas e as dificuldades, pedindo ajuda e oração. É  como um cimento para equipe, é um apelo que liga uns aos outros e cria uma unidade.  Descobre-se que precisamos uns aos outros, para sermos fiéis e exercer nossos dons.  Se não houver essas ocasiões de partilha onde acontecem os contatos pessoais quando os membros do núcleo se revelam, afastam-se uns dos outros e se tornam estranhos, não havendo mais um obdjetivo comum.
     
    Na oração final aproveita-se para agradecer a Deus pelas graças recebidas no decorrer da reunião, através da palavra bíblica, profecias e principalmente pela sua presença viva.
     
    O que os membros devem fazer
  • Preparar-se cedo, ter tudo pronto no início de cada reunião;

  • Procurar alcançar um alto nível de louvor, principalmente em línguas;

  • Aguardar a profecia;

  • Manter a música avivada, para erguer os animos das pessoas;

  • Desenvolver um bom senso de comunidade.

  • O que os membros do núcleo NÃO devem fazer
  • Deixar a reunião somente por conta de uma pessoa, ou seja, encostar-se e ficar apenas assistindo;

  • Vir mal-preparado, sem ter rezado o suficiente;

  • Permitir o predomínio de petições;

  • Permitir a quem quer que seja tomar conta do encontro;

  • Usar música lenta cedo demais ;

  • Ler longos trechos da escritura nem permitir longos testemunhos incoerentes;

  • Estar desatento durante a reunião;

  • Supor que as pessoas podem prosseguir sem orientação.

  • Estrutura do Grupo de Oração
  • Rezar antes da reunião

  • Acolhida

  • Boas vindas

  • Acolhimento dos novatos

  • Mistério do terço (Optativo)

  • Louvor (Com dinâmicas)

  • Ensinamento

  • Testemunho

  • Avisos

  • Oração final (pedidos)

  •  
    Bons conselhos para um núcleo:
     
    Os membros do núcleo devem-se reunir minutos antes da reunião. Essa é a ocasiao para pedir ao Senhor que faça deles um só corpo - para pedir a liberação do Espírito Santo sobre eles e a reunião. Eles se ungem mutuamente e rezam uns pelos outros para que todos sejam canais visíveis de seu amor curador.
     
    Já  devem então estar bem elevados no Espírito, prontos para dar início ao encontro de oração. Quem vem ao encontro precisa sentir-se bem acolhido. Saudar as pessoas com um abraço a chegada é muito importante e não deve nunca ser esquecido.
     
    É de grande importância que o núcleo seja pontual ao iniciar a reunião de oração. O núcleo não deve deixar o povo esperando. Pois o atraso gera indisposição no coração das pessoas.
     
    Ao iniciar a reunião com músicas animadas devem ser dadas as boas vindas a todas as pessoas que estão ali para louvar membros de um só corpo, o corpo místico de Cristo. Importa, pois que os membros, os participantes, se sintam unidos, unificados, objetivo comum, prestar a Ele nosso louvor. A pessoa escolhida para dar as boas vindas aos novatos deve faze-la de uma maneira muito especial. Se as pessoas se sentirem acolhidas e amadas com certeza voltarao outras vezes.
     
    Alguns membros do núcleo devem sair com os novatos para um esclarecimento.
    - O que é o grupo de oração
    - Qual o seu objetivo
    - Como funciona a reuniao de oração
    - O que é RCC.
     
    Neste momento em que os novatos estao recebendo orientação reza-se com os demais um mistério do terço. A Bíblia nos mostra que fomos criados para o louvor da glória de Deus. Aliás, a Biblia esta repleta de hino e gestos de louvor a Deus. Por isso o  louvor é a oração dominante nos grupos carismáticos. Não tanto como um esforço humano de renovação, mas, muito mais como uma manifestação espontânea do Espírito.
     
    Louvor é aplaudir, elogiar, parabenizar a Deus. Por isso o ponto culminante da reunião é a oração de louvor, que é uma oração poderosa, libertadora e que gera alegria e otimismo em nossos corações. Porém, em algumas reuniões pode acontecer que o Espírito Santo inspire petições, intercessões, ações de graças, etc.
     
    Após o louvor,   temos o ensinamento. Este deve ter de 15 a 20 minutos de duração e tem por objetivos:
    - Levar os participantes do grupo de oração a uma experiência de Deus através da palavra;
    - Conceder aos participantes uma instrução de fé, vida ou doutrina dependendo da inspiração de Deus e da necessidade do povo.
     
    Os ensinamentos em um grupo de oração para serem eficazes devem:
    - Ser preparados com antecedência conforme discernimento do núcleo;
    - Ser animado por testemunhas pessoais;
    - Evitar o fundamentalismo embora sempre com base na sagrada escritura;
    - Estar incluídos na moção do Espírito Santo com base na sagrada escritura.
     
    O ensino no grupo é uma fonte de sustentação. É um alimento semanal que da estabilidade e proporciona ajuda a caminhada espiritual dos membros do grupo antes da palestra. O ensinamento é parte da mensagem que o Senhor da naquele dia para aquelas pessoas presentes ao grupo. São Paulo ensinava que a pregação é  o instrumento natural que Deus escolheu para que a pregação  chegue aos demais. Deus sempre vai usar homens e meios naturais para salvar os homens. Nas bodas de Cana se acabou o vinho. Então Jesus ordenou encher as talhas de água. Não quis que aparecesse o vinho mas que a água derramada nas trilhas se transformasse em vinho. Nessa pregação é como a água. O Senhor faz o milagre de converter essa agua em vinho de uma nova vida.
     
    Portanto devemos ser absolutamente fieis a entregar esta mensagem da melhor maneira. Nenhum membro do núcleo poderá dizer que vai sem preparar-se,  esperando que o Espírito Santo lhe diga o que tenha a dizer. Seria uma terrível falta de respeito as pessoas e também ao Espírito Santo.
     
    Passos para o desenvolvimento de uma palestra:
    - Introdução: importancia do tema a ser apresentado
    - Desenvolvimento: Sequência lógica, passagens biblicas, parábolas e testemunhas confronto com a realidade atual
     
    Pontos positivos: descontração do paletrista; expressao corporal;  Boa dicção e tom de voz adequado.  Vocabulário adequado ao público.  Dialogar com o público sem porém cansá-lo.  Usar material audiovisual ( cartazes, quadro, teatro ). Simplicidade na linguagem. Exemplos, testemunhos, estórias.  Comparar o assunto com a Biblia e citar acontecimentos vividos. Alegria e segurança durante a pregação. Cantar uma música adequada ao tema da palestra.
     
    Pontos negativos: Repetição de expressões (cacuetes) e ou palavras;  Testemunhos longos. Estar  muito  preso a esquemas ou roteiros escritos.  Ser muito abrangente. Ficar sempre parado no mesmo lugar. Voltar sempre em pontos ja colocados (repetiçao).  Não ter domínio do assunto. Estar desatento - voadeza - dar branco.  Ficar confirmando o assunto com outras pessoas do público. Não encarar o publico (timidez).  Ser duro demais com o povo ( cobrança exagerada ).  Palestra muito grande.  Nao saber usar microfone.  Gritar ou falar baixo.  Falar muito rapido.  Usar muita giria. Usar termos vulgares e de duplo sentido . Ser dramatico .
     
    Em algumas reuniões o Senhor pode suscitar em alguém a necessidade de dar testemunho do que Deus tem realizado em sua vida atraves das reuniões de grupo de oração. Nas reuniões o tempo para testemunhar será colocado quase ao final antes do tempo dos pedidos de intercessões. O testemunho deve ser dado em clima de fé, de alegria,  de louvor e gratidão. A testemunha deve sentir-se muito feliz e grata por poder dar testemunho de Jesus. A apresentaçao do testemunho deve ser curta e completa. Evite-se todo detalhe desnecessári,.comentário inútil e mais ainda qualquer gracejo forçado.
     
    Fala-se de modo que fique bem esclarecido o que se quer testemunhar para que todos possam compreender. A testemunha não deve de forma alguma realçar sua pessoa as suas obras gloriar-se ou envaidecer-se. Para que o testemunho tenha sua força em Deus e nos homens que o ouvem cuidem os líderes de ensinar e formar para o testemunho bem como sobre o modo de apresenta-lo. Os avisos no grupo de oração devem ser breves porém bem esclarecidos.
     
    O Senhor quer que lhe apresentemos as nossas necessidades. E de se desejar que as petições sejam deixadas para o fim da reunião depois que se tiver adorado e glorificado o Senhor. Mas as vezes acontece que o peso das preocupações e a gravidade das necessidades sejam tais que para muitos torna-se impossível louvar o Senhor com uma carga dessa natureza no coração. Por isso dissemos que no início o coordenador da reunião deve sugerir que a comundidade entregue todas as preocupações ao coração de Jesus. Mas se apesar de te-lo feito, louvor convem nesse caso fazer expressamente a oraçao no começo da reunião. Não há dúvidas de que uma vez aliviados dessa preocupação estarão todos mais dispostos e mais livres para glorificar o nosso Pai.
     
    É conveniente que ao final da reunião o coordenador do grupo ajudado por sua equipe sintetize a mensagem ou a ação principal do Senhor nessa oração. Isto deve ser feito para que todo o mundo fique com uma visão clara do essencial da vontade do Senhor para essa reunião. Procurando ser pontual na hora de terminar acaba-se com algumas palavras cordinais de despedida e um canto. Termina-se a reunião com o abraço da paz. Esta é mais uma ocasião para abraços e demonstraçoes de afeto que aumentam os laços comunitários.
     
     
    Ministérios de música no Grupo de Oração
     
    Ao longo da história os discípulos de Jesus tem descoberto na música e no canto um meio excepcional para dialogar com Deus e confessar a fé. Jesus cantava hinos em companhia dos apóstolos (Mc 14,26).  Paulo também cantava mesmo no cárcere (At 16,25; 1Cor 14,15) e o recomendava as primeiras comunidades (Ef 5,19 Cl 3,16).
     
    Toda assembléia deve ter um animador musical,  alguém que preste o serviço de ajudar a todos a louvar ao Senhor. Este será seu grande ministério: conduzir a assembléia pelo canto ao louvor. Para isso requer-se uma pessoa de oração que inspire unção e que seja bondosa. Que inspire confiança, que não percam paciência,  mesmo que alguns cometam enganos e outros se distraiam. Uma pessoa que saiba sorrir e inspire grande alegria. É  claro que além das qualidades anteriores devera possuir bom ouvido musical sentido de ritmo voz segura e gesto apropriado. Durante a reunião de oração os cantos devem ser colocados como peças certas e próprias dentro do conjunto da oração.Não podemos cantar qualquer canto a qualquer momento na reuniao de oração. É  preciso colocar o canto certo. Na hora exata. Caso contrário o canto dispersa  e atrapalha. O canto precisa seguir a linha do tema,  o assunto da oração. Durante o louvor alegre,  vivo e forte,  cabe aos cantos alegres e vibrantes.
     
    Quando o louvor se acalma e entra em ritmo de profundidade os cantos devem ser calmos e interiorizantes. Quando o grupo entra em silêncio de escuta, cessam os cantos. A não ser que surja um canto inspirado ou em línguas.O canto inspirado é  iniciado pela inspiração de uma pessoa em oração de forma muito suave e leve. Ao ouvi-lo os outros orantes assumem e acompanham-no entrando suavemente no conjunto com a sua própria melodia. Este início ira envolvendo e inspirando a outros, e mais outros até atingir a todos ou quase todos. O canto vai modulando suavemente chegando a um auge apenas meio- forte e desce depois deslizando novamente até  um final muito suave harmonioso,  desaparecendo como que uma distância no horizonte. Trata-se de um canto muito mais criação do coraçaõo,  do que da inteligência. Enquanto o coração está  envolto em Deus cria e canta uma canção suave de amor de adoração e de êxtase. É uma oraçao feita pelo Espírito,  portanto muito espiritual e poderosa.
     
     
    Conclusão
     
    No dia em que julgarmos que já sabemos como dirigir a reunião de oração,  nesse dia já  não seremos mais aptos a fazê-lo. Quem normalmente dirige a reunião deve prestar atenção nesse aspecto. O perigo será tanto maior quanto mais se tiver sido usado pelo Senhor para essa função.
     
    O que é mais necessario em primeiro lugar é  o reconhecimento de nossa impotência e ao mesmo tempo a confiança no poder de Deus para agir atraves de nossas limitações. Muitos acreditam que não seram capazes de dirigir uma reunião de oração. Estão com metade da verdade apenas porque sozinhos lhes seria realmente impossível,  mas se esquecem de que Deus pode fazê-lo através deles. Enganam-se pensando que Deus nos pede unicamente aquilo que podemos realizar ou que esta dentro das nossas capacidades. Não. Muitas vezes ele nos pede coisas que não podemos ou sabemos fazer. É para que ponhamos então toda a nossa confiança nEle e não em nós mesmos,  para que vivamos a fé dependendo totalmente do seu poder e não de nossas possibilidades.
     
     
    Texto retirado da Apostila do Curso de Núcleo, realizado em Viçosa (MG), em 22/09/93