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As particularidades e os elementos fundadores das Universidades Renovadas

10410748 648412005266442 4318931402876663194 nPor Fernando Galvani

“Falar em visão não é algo simples, mas, graças a Deus, ainda posso dizer que consigo ter uma visão para a caminhada das Universidades Renovadas, após 18 anos, da data em que demos os primeiros passos rumo a essa grande obra de evangelização nas universidades e nos ambientes profissionais. Naturalmente partilhar algo desta natureza para as novas gerações é fantástico e já posso ver aí o novo de Deus.

No início, quando começamos, as coisas eram bem diferentes. As cartas eram escritas à mão e com carbono para serem multiplicadas. Um pouco depois vieram a internet (emails, o site, as listas), o Jornal de Partilha (impresso e on-line), o livro da Ivna e outras publicações. Agora já temos uma nova gama de oportunidades, como o twiter, o facebook e todas as tecnologias de comunicação disponíveis.

Contudo, não obstante as mudanças, sobretudo na forma de nos comunicar, algumas particularidades da visão inicial continuam as mesmas e creio que continuarão, pois fazem parte da identidade da experiência carismática de evangelizar o âmbito universitário, a começar pela universidade, que outrora foi denominado PUR. Chamo de particularidades os seguintes aspectos:

1 - O Sonho: Trata-se do maior rhema da nossa história. O rhema é uma atualização da Palavra de Deus em uma determinada circunstância, em que a força da Palavra nos leva à mudança de vida, à mudança de rota, a assumirmos compromissos, a buscarmos atender a uma vontade de Deus dentro de um cenário, de uma realidade especifica. Foi isso o que ocorreu após a leitura da Palavra de At 5, 28 ...”não obstante isto, tendes enchido Jerusalém da vossa doutrina”. Deus permitiu que pudéssemos, a partir da palavra revelada na oração, acolher uma proposta de Deus para as universidades. O que seria, então, encher as universidades

10570295 648412008599775 4642495482313513390 nda Doutrina de Jesus? Não consigo ver nenhuma expressão do MUR, que não passe por esta realidade, ou seja, sonhar com a doutrina de Jesus, enchendo o coração daqueles que, de uma forma ou de outra, estão ou estiveram vinculados ao mundo do saber. Qualquer visão para os novos tempos, que deseja ser MUR na realidade universitária, se alicerça neste pilar e, a partir dele, avança nas novas direções sopradas pelo Espírito. Ainda acompanho algumas realidades do MUR e entendo que é muito salutar relembrarmos essa Palavra que gerou o Sonho. Já diz a nossa primeira canção: “Sonhar e crer em Deus renovando nossas escolas, levar a todos a Palavra de Deus, unir a fé e razão. Somos filhos de Deus somos frutos do Amor e da sabedoria divina”.

2 – A dimensão missionária: Outra característica a ser mantida pelas novas gerações é a dimensão missionária. No princípio, o desejo de que outras pessoas fossem atingidas pelo amor de Deus e experimentassem a salvação dentro da realidade acadêmica foi determinante para o crescimento dos GOUs e, posteriormente, dos GPPs. Portanto, não consigo ver ainda de forma diferente, muito pelo contrário, talvez com o efeito da globalização, seja ainda mais determinante que acolhamos esta dimensão, que inclusive foi realçada pelos bispos da América Latina, em Aparecida, onde fomos convocados a ser discípulos e missionários.

3 – O desejo de ser família: A gente estava presente na vida do outro e o tinha presente na nossa vida, em nossos valores, motivações e acontecimentos! Éramos realmente uma família e isso fortaleceu e ajudou imensamente a caminhada de muitos. Confesso que esta característica de cuidarmos uns dos outros fez-nos fortes e fraternos. A dimensão comunitária fazia a diferença e não foram poucos os que aderiram à nossa fé, por causa deste testemunho. Portanto, entendo que também neste novo tempo, de individualismo, e em que muitas pessoas se relacionam de forma virtual – o nosso testemunho, mesmo no ambiente virtual, seja de comprometimento com o outro, com a sua vida, como seu bem-estar, promovendo-o como pessoa, fazendo-o sentir-se importante, acolhido e valorizado. Ao agir assim, dou ao outro a oportunidade de participar da minha vida, de ajudar-me, de acolher-me, enriquecer-me com seus dons, com sua história, com sua vida. Essa particularidade é, seguramente, um grande testemunho da presença do Espírito Santo em nós, no âmbito universitário.

10356221 648412001933109 2996781446398133583 n4 – O olhar profético: uma dimensão que é marcante no MUR e que deverá ser exercitada, ainda com maior intensidade, é o olhar profético. Isso não é algo personalizado, ou privilégio do MUR, mas, historicamente, o Ministério cresceu abrindo caminhos com uma nova e ousada proposta de evangelização na universidade. Muitas coisas foram geradas de forma nova. Vale lembrar dos ENUCCs/ENUR; dos debates acadêmicos dentro dos próprios encontros nacionais e também na grade de eventos nas faculdades; do uso intenso da internet (fomos pioneiros na evangelização pela internet, ainda em 1994); da experiência do Batismo no Espírito Santo em grupos com duração de 15 minutos; das semanas missionárias; das calouradas cristãs; dos encontros de profissionais; da certificação de atividades extracurriculares em nossos encontros; da elaboração do Projeto Marajó, juntamente com o Conselho Nacional da RCC, entre tantas experiências que acumulamos ao longo desses 18 anos. Poder ter acesso ao nível superior de educação evoca sobre qualquer cristão uma dívida muito grande, principalmente em países como os da América Latina, onde as desigualdades e os desafios são imensos. Parte das soluções deverá vir daqueles que, motivados pela riqueza e beleza da sua fé, ousam propor novas maneiras de resolver velhos problemas. Daí o nosso profetismo perpassará o Ministério, o Movimento, a Igreja e atingirá o mundo. É assim que construiremos a Civilização do Amor.

Falamos do sonho, da dimensão missionária, do desejo de ser família e do olhar profético. Essas particularidades construíram a nossa caminhada e fizeram com que desaguássemos nos formados: profissionais que foram batizados no Espírito Santo e que foram lançados no mercado de trabalho. Uma visão que eu sempre trouxe em relação aos formados era a de que, após passar pela evangelização

10565254 648412011933108 6161810154318430919 nna universidade, o profissional se alocaria em uma nova estrutura, que poderia ser chamada de GPP e, a partir dali, se apoiaria na ação evangelizadora/transformadora da sociedade, tornando-se assim o Profissional do Reino. Profissional chamado a atuar como agente de mudança em novas realidades, já que foi atingido pela palavra de Jesus no âmbito1 universitário. Esta questão talvez seja um dos maiores desafios do MUR para as próximas gerações. Gerações essas convocadas a implantar a civilização do amor com atitudes concretas, sendo agentes de uma nova ordem social, fazendo a diferença pela competência tecnológica, mas, acima de tudo, pela atuação humanizada que fará a diferença na sua ação sobre a sociedade. Tudo isso como fruto de uma profunda experiência com o Espírito Santo.

Por fim, sinto ainda ser necessário aprofundar nos cinco elementos que fundaram as Universidades Renovadas, de modo que eles possam gerar motivação às novas gerações e preservar a nossa identidade.

1) Nascemos com o seguinte questionamento: “Por que a RCC começou em uma universidade”? Entendemos que a RCC surgiu na universidade por exclusiva vontade de Deus. Como grande parte dos líderes passa pela universidade, acreditamos que estes homens e mulheres atingidos pela força da Palavra de Deus e por seu infinito amor, poderiam se comprometer com os valores do Reino e exercer sua profissão de forma diferente e transformadora.

2) Nascemos também da vivência comunitária na força do Espírito, de modo particular na universidade de Viçosa/ MG. O que se vivia naquela comunidade era realmente algo extraordinário e os frutos foram muitos. Quantas vidas transformadas, quantos profissionais que fizeram e fazem a diferença, quantas vocações, quanta vida ali derramada! Viçosa foi um celeiro, uma verdadeira família com exuberância de atuação do Espírito. Nosso desejo era o de que aquela experiência acontecesse em outras realidades, como de fato ocorreu.

10423289 648412015266441 4488652754648176030 n3) Umas das pioneiras na RCC, a Patti Mansifield, em seu livro “Como em um Novo Pentecostes”, ao narrar a dramática experiência do final de semana de Duquesne e os anos iniciais da RCC nos colocou diante de um grande desafio. Ela narrou a experiência de um grupo de estudantes, que ficou sem água para organizar uma festa, que pedia um milagre a Deus e ao invés de receber somente a água (biológica), recebeu uma enxurrada de água do Espírito. Aqueles jovens tiveram suas vidas transformadas e protagonizaram algo jamais visto na história, ou seja, este novo e enorme derramamento do Espírito. Deste modo, passados 18 anos, ainda é e sempre será tempo de pedir um milagre, um novo Pentecostes, no meio universitário e no mundo do trabalho. Que toda sorte de ossos ressequidos ali existentes recebam a vida e que eles revivam em plenitude (cf. Ez 37, 1-14).

4) Ainda existe um outro elemento que foi o documento de Puebla, no capítulo 118, em que nossos bispos nos exortam dizendo: “o Deus da vida ama os jovens e quer para eles um futuro diferente, onde a vida plena seja um fruto acessível a todos”. Entendemos que esta vida plena somente acontecerá se esta juventude experimentar o Batismo no Espírito Santo, como sinal da presença inebriante do amor de Deus no coração, na vida e na história. É a partir do batismo no Espírito que devemos nos comprometer de forma nova, ousada e profética na construção de um mundo realmente novo, onde a vida plena seja fruto acessível a todos.

5) Por fim, um elemento fundador que é essencial: o sonho. Todos nós (primeiras, atuais e futuras gerações) precisamos sonhar com universidades, ambientes de trabalho, realidades outras cheias da doutrina de Jesus. É necessário sonhar com Jerusalém cheia da doutrina de Jesus e Jerusalém hoje é onde Deus nos coloca e nos colocará para construirmos o tão esperado mundo novo, a Civilização do Amor.

 

(Retirado do Livro: "Dai-lhes vós mesmos de comer" - Ivna Sá)

 

 

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Comentários   

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